Cadaval

Mensagem do Conselho de Administração

Evolução recente e perspectivas da Caixa Agrícola do Cadaval

No ano em apreço podemos assinalar quatro factos mais salientes.

Primeiro: ocorrência de alterações substanciais e numerosas, impostas ao funcionamento da actividade bancária pela entidade reguladora, o que absorveu bastante a generalidade dos Colaboradores da Caixa, em ordem à implementação atempada das referidas mudanças, não sem prejudicar a disponibilidade dos mesmos para desenvolverem o negócio bancário. Cabe notar que em 2018, entre outras possíveis alterações, deverá ser publicado o novo Regime Jurídico, que irá obrigar a novas adaptações. Na nossa opinião, seria desejável que abrandasse o ritmo de introdução de novas regras, para deixar sedimentar as mais recentes e avaliar o seu mérito, antes de se proceder a mais modificações.

Segundo: não obstante as dificuldades que decorrem da segmentação de funções, mormente para as instituições de menor dimensão – como é o caso da Caixa Agrícola do Cadaval – foi possível, no ano em apreço, expandir de forma notável a actividade seguradora, em estreita cooperação com as duas companhias do Grupo e graças ao empenho extraordinário dos Colaboradores da Caixa Agrícola, o que permitiu mesmo que esta se tenha distinguido por alcançar o melhor desempenho, dentro do Grupo Crédito Agrícola, no que tange ao cumprimento dos objectivos que tinham sido estabelecidos para o ano 2017.

Terceiro: manutenção das taxas Euribor a níveis historicamente baixos – em torno de zero – e existência de um ambiente bancário fortemente concorrencial, o que conduziu a uma margem financeira magra e a um produto bancário igualmente baixo; concomitantemente, a remuneração dos depósitos manteve-se também próxima de zero, o que não tem incentivado a poupança nacional, que se situa a um nível também historicamente baixo; todavia, a situação anteriormente descrita não tem sido suficientemente aproveitada para a concessão de crédito ao investimento produtivo, antes tem sido predominantemente utilizada para o crédito ao consumo, com destaque para o segmento da habitação; de salientar que, no ano em apreço, a Caixa atingiu um rácio de transformação (depósitos/crédito) em torno do máximo aconselhado no Grupo Crédito Agrícola; como nota final e no que toca à actividade bancária, de salientar que a Caixa Agrícola do Cadaval tem um nível de crédito vencido particularmente reduzido, ao invés do que se verifica no sector bancário nacional, onde o crédito malparado constitui uma séria preocupação.

Quarto: vários Colaboradores da Caixa continuaram a frequentar cursos de formação no âmbito da actividade bancária, num esforço pessoal que a Administração muito admira, o que certamente irá contribuir para a valorização individual dos mesmos e, consequentemente, também para um melhor desempenho profissional.

Quanto às perspectivas para 2018, o Conselho de Administração não prevê alterações significativas na envolvente externa, especialmente no que às taxas Euribor diz respeito – conforme sinalizado pelo BCE na reunião de Dezembro – e está consciente da solidez financeira da Caixa e da competência e empenho dos seus Colaboradores, o que irá permitir dar satisfação às necessidades sentidas na sua área de influência, tanto pelas empresas, como pelas famílias e pelas instituições de índole social, sendo certo que a Caixa Agrícola do Cadaval irá continuar a merecer a preferência dos Associados e Clientes, de modo a manter, ou mesmo reforçar, a posição de liderança que ocupa no território onde actua.

O Conselho de Administração.