Resultados não auditados acumulados em 31 de março de 2026
PRINCIPAIS DESTAQUES DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
22 de maio de 2026
- O resultado líquido acumulado no 1T26 cifrou-se em 73,8 milhões de euros, representando um acréscimo de 26,4 milhões de euros face ao 4T25 (+55,6%) e uma redução homóloga de 26,1 milhões de euros (-26,1%) reflexo sobretudo de uma redução na margem financeira em 15,2 milhões de euros (-8,9% face ao 1T25) e de um reforço líquido de 12,9 milhões de euros em imparidades e provisões face ao 1T25 (12,2 milhões de euros no 1T25 vs. -0,7 milhões de euros no 1T26). A rentabilidade de capitais próprios (ROE) situou-se em 9,3%.
- Os depósitos de clientes ascenderam a 23.951 milhões de euros no final de março de 2026, o que compara com 23.820 milhões de euros em dezembro de 2025 (+0,5%), com a quota de mercado do Crédito Agrícola a cifrar-se em 8,2% em março de 2026.
- Na carteira de crédito a clientes (bruto) registou-se um crescimento de 365,7 milhões de euros face a dezembro de 2025 (+2,7%), atingindo 14.112 milhões de euros. Este desempenho superou o crescimento do mercado como um todo, refletindo uma quota de mercado do Crédito Agrícola de 6,1%, que se manteve.
- O rácio bruto de Non Performing Loans (NPL) situou-se em 3,7% em março de 2026, em linha com o final de 2025, mas representando um decréscimo de 0,8 p.p. em relação a março de 2025 (4,5%). Deduzindo as provisões e imparidades para NPL, o rácio líquido situa-se em 2,0%.
- Com referência a 31 de março de 2026, em cumprimento das regras CRD IV/CRR3, os rácios do Grupo Crédito Agrícola CET1 e Fundos Próprios Totais ascenderam a 23,3%1, o rácio de alavancagem ascendeu a 9,8%1, o rácio de cobertura de liquidez (LCR) atingiu 365,6% e o rácio de financiamento estável (NSFR) fixou-se em 175,3%, todos confortavelmente acima dos níveis mínimos recomendados ou requeridos.
- Com referência a 31 de dezembro de 2025, o nível de fundos próprios de 2.900 milhões de euros1 e a dívida sénior emitida de 800 milhões de euros permitem ao Grupo atingir um rácio MREL TREA + CBR2 de 29,71%, superando desta forma o requisito mínimo em vigor desde setembro de 2025 de 25,99% (incluindo a reserva contracíclica de fundos próprios, desde 1 de janeiro de 2026, de 0,75%).
- Na sequência das tempestades que atingiram o País no primeiro trimestre de 2026, o Grupo Crédito Agrícola mobilizou mais de 228 milhões de euros em medidas de apoio a famílias e empresas, incluindo moratórias e linhas de crédito específicas para assegurar a continuidade da atividade económica e aliviar os encargos e esforço das famílias. Em paralelo, a CA Seguros ativou um plano especial de resposta, tendo já regularizado 91% dos sinistros (93% no CA Habitação e 86% no CA Multirriscos Empresas), assente no reforço operacional, simplificação de processos e utilização de canais digitais. Estes resultados evidenciam a capacidade de resposta e a proximidade ao Cliente, mantendo‑se o foco na conclusão célere dos processos em curso.
1 Incluindo o resultado líquido acumulado a mar.2026 no perímetro de consolidação prudencial de 72,0 milhões de euros.
2 MREL: Minimum requirement for own funds and eligible liabilities
TREA: Total risk exposure amount
CBR: Combined buffer requirements
De acordo com Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola:
“No primeiro trimestre de 2026, o Grupo Crédito Agrícola voltou a demonstrar a resiliência do seu modelo cooperativo e a solidez da sua base financeira, num contexto económico e geopolítico exigente e marcado por múltiplos desafios.
Os resultados alcançados refletem uma gestão prudente e consistente, assente no crescimento sustentável da atividade, na qualidade dos ativos e numa rigorosa disciplina financeira. O Grupo mantém níveis robustos de capital e liquidez, evidenciados por um rácio Common Equity Tier 1 (CET1) de 23,3%, confortavelmente acima dos requisitos regulamentares. Esta solidez foi igualmente reconhecida pelos mercados internacionais, como demonstra a bem-sucedida emissão, em janeiro de 2026, de 500 milhões de euros de dívida obrigacionista de carácter social, que confirmou uma vez mais a presença do Crédito Agrícola junto de uma base diversificada de investidores internacionais.
No período, o Grupo promoveu o reconhecimento de 800 empresas distinguidas como PME Líder e PME Excelência, reforçando a sua proximidade ao tecido empresarial e o acompanhamento continuado das empresas que contribuem para o desenvolvimento da economia nacional. Na atividade seguradora, os prémios alcançados pela CA Seguros e pela CA Vida, refletem elevados níveis de qualidade de serviço e satisfação, sustentados por um trabalho conjunto entre as equipas especializadas do Grupo, assente na proximidade, no conhecimento do território e numa relação de confiança duradoura, fatores diferenciadores do modelo do Crédito Agrícola.
Este período ficou também marcado pelas fortes tempestades que afetaram diversas regiões do país, nos meses de janeiro e fevereiro. O Crédito Agrícola esteve, como sempre, próximo das comunidades, mobilizando meios e equipas no terreno e disponibilizando medidas excecionais de apoio a famílias e empresas, incluindo soluções de flexibilização financeira e linhas de crédito dedicadas, com o objetivo de mitigar os impactos económicos e sociais destes eventos.
O nosso compromisso estende-se, contudo, muito para além dos momentos de contingência, assumindo uma dimensão estrutural no desenvolvimento sustentável das comunidades que servimos. Para o Grupo Crédito Agrícola, a sustentabilidade não configura um eixo autónomo da sua atuação, antes se afirma como a expressão natural da continuidade do modelo cooperativo num contexto de transformação económica, social e ambiental.
No presente trimestre, esta visão foi materializada em iniciativas concretas e de elevado impacto. Destaca-se, desde logo, a mobilização de capital através do lançamento do CA Mais Capital, um fundo de investimento imobiliário aberto de âmbito pan-europeu, desenvolvido no quadro de uma joint venture com a Sierra IG, SGOIC, S.A., classificado ao abrigo do artigo 8.º do Regulamento SFDR e orientado para ativos imobiliários energeticamente eficientes.
Paralelamente, reforçámos a mobilização de conhecimento, com a conclusão, em abril, da 2.ª edição do Programa de Aceleração para a Transição do Setor do Turismo, iniciativa pioneira no setor bancário nacional, desenvolvida em parceria com a Maze Impact, e que acompanhou 19 PME dos segmentos de Turismo Rural, Hotelaria e Restauração, nas regiões Norte, Centro e Sul. Em simultâneo, demos início à 1.ª edição do Programa AgroTransição, em parceria com a Consulai, orientado para a adaptação climática das culturas e que tem vindo a congregar, em cada sessão, entre 40 e 50 profissionais do sector.
Assinala-se ainda a mobilização de reconhecimento, através da atribuição do Certificado “Líderes de Reporte ESG” a 16 empresas, no âmbito da adesão à solução SIBS ESG, promovendo práticas de reporte mais transparentes e alinhadas com os mais elevados padrões internacionais.
Importa, contudo, sublinhar que nenhuma destas iniciativas alcançaria a sua plena expressão sem o compromisso contínuo dos nossos Clientes, que, diariamente, contribuem para a transformação sustentada dos seus negócios e, consequentemente, da economia nacional. É a essa dedicação que se deve, em última instância, a verdadeira dimensão deste percurso.
Num contexto de persistente incerteza, continuamos focados na execução da nossa estratégia, assente na proximidade aos Associados e Clientes, na confiança e na criação de valor a longo prazo. A todos os colaboradores, dirigentes e órgãos sociais do Grupo Crédito Agrícola deixo uma palavra de reconhecimento pelo profissionalismo e sentido de missão demonstrados, determinantes tanto para os resultados alcançados como para a resposta responsável aos desafios deste início de ano.”
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