Assista ao vídeo da entrevista a Mário Figueiredo.



INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

MEXE COM TUDO MEXE COM TODOS

Ao observarmos o curso da História, facilmente vemos que a evolução sempre se precipita ou acelera movida por acontecimentos, novidades, descobertas, a que, num passado recente, tantas vezes chamámos fracturantes e, hoje, com o mesmo impulso, preferimos classificar de disruptivas. Mais simples ou rebuscado que seja o adjectivo, o facto é que há momentos cujo impacto na vida das pessoas é de tal ordem que, a partir daí, nada será como antes, nada ficará igual, tudo muda, tudo se reinventa. Basta pensarmos, entre tantas coisas marcantes, na importância vital da invenção da roda, no desenvolvimento da máquina a vapor e consequente primeira revolução industrial, no avião dos irmãos Wright, logo depois na descoberta da penicilina, no primeiro computador electrónico em 1946, na missão Apolo 11 ou ainda, nesse mesmo ano de 1969, no começo da Internet, só partilhada com o mundo trinta anos mais tarde. Antes disso, nos idos anos 50 do século XX, dizem os entendidos que terá surgido aquilo que hoje conhecemos por Inteligência Artificial – actualmente simplificada em bom português pelas letras IA ou, na grafia inglesa, pela inversa AI. Chegámos ao ponto – ao tema central deste número da CA Revista. Como escrevemos em entrevista exclusiva (ver páginas 22 - 25) a Mário Figueiredo, professor e investigador do Instituto Superior Técnico, a IA - assim de repente e sem aviso prévio, aos olhos do cidadão comum - entrou nas nossas vidas e veio para ficar. O fenómeno mexe com tudo e todos, em todas as latitudes, como que a proclamar uma nova era sem retorno. O entrevistado conta-nos o que vê ao olhar para este tempo novo. E nós fazemos questão e gosto de partilhar a sua observação esclarecida. Boas leituras!