Crédito Agrícola com Resultado Líquido Consolidado de 289 milhões de euros em 2025

Resultados não auditados acumulados em 31 de Dezembro de 2025

PRINCIPAIS DESTAQUES DO ANO DE 2025

5 de Março de 2026

  • O resultado líquido acumulado em 2025 ascendeu a 289,0 milhões de euros, o que representa uma redução homóloga de 149,2 milhões de euros (-34,0%), reflexo sobretudo de uma redução na margem financeira em 127,6 milhões de euros (-16,3% face a 2024) e de um aumento de 62,8 milhões de euros em imparidades e provisões face a 2024 (-64,3 milhões de euros em 2025 vs. -1,5 milhões de euros em 2024). A rentabilidade de capitais próprios (ROE) situou-se em 9,7%.
  • Os depósitos de clientes ascenderam a 23.820 milhões de euros no final de dezembro de 2025, o que compara com 22.019 milhões de euros em dezembro de 2024 (+8,2%), com a quota de mercado do Crédito Agrícola a cifrar-se em 8,3% em dezembro de 2025 (+0,16 p.p. face ao final de 2024).
  • Na carteira de crédito a clientes (bruto) registou-se um crescimento de 1.005 milhões de euros face a dezembro de 2024 (+7,9%), atingindo 13.747 milhões de euros. Este desempenho manteve-se acima da taxa de crescimento do mercado, refletindo-se num aumento da quota de mercado do Crédito Agrícola para 6,1%, o que corresponde a um acréscimo de 0,06 p.p. em termos homólogos.
  • O rácio bruto de Non Performing Loans (NPL) situou-se em 3,7% em dezembro de 2025, mantendo a sua trajetória descendente de longo prazo. Este desempenho traduz-se numa melhoria de 0,9 p.p. face a dezembro de 2024 (4,6%) e de 0,6 p.p. em relação a setembro de 2025 (4,2%).
  • Com referência a 31 de dezembro de 2025, em cumprimento das regras CRD IV/CRR3, os rácios do Grupo Crédito Agrícola CET1 e Fundos Próprios Totais ascenderam a 23,0% , o rácio de alavancagem ascendeu a 9,8%1, o rácio de cobertura de liquidez (LCR) atingiu 386,6% e o rácio de financiamento estável (NSFR) fixou-se em 176,6%, todos confortavelmente acima dos níveis mínimos recomendados ou requeridos.
  • Com referência a 31 de dezembro de 2025, o nível de fundos próprios de 2.838 milhões de euros1 e a dívida sénior emitida de 550 milhões de euros permitem ao Grupo atingir um rácio MREL TREA + CBR de 27,50%, superando desta forma o requisito mínimo em vigor desde setembro de 2025 no âmbito do ciclo 2024 (25,24%).
  • Com referência a 31 de Dezembro de 2024 os rácios do Grupo Crédito Agrícola CET1 e Fundos Próprios Totais ascendiam a 24,0% (incluindo o resultado líquido do exercício), o rácio de alavancagem ascendia a 10,1% (incluindo resultado líquido do exercício), o rácio de cobertura de liquidez (LCR) atingia 393,5% e o rácio de financiamento estável (NSFR) 182,9%, todos confortavelmente acima dos níveis mínimos recomendados ou requeridos.
  • Já em janeiro de 2026, o Crédito Agrícola, no âmbito do seu programa de EMTN, levou a cabo uma nova emissão de dívida Sénior Preferencial Social, no montante de 500 milhões de euros, com uma maturidade de 5 anos, com opção de reembolso antecipado no quarto ano e um preço de emissão de 99,62%, com uma taxa de cupão anual de 3,250% nos primeiros 4 anos, passando posteriormente a taxa variável (Euribor 3 meses, acrescida de margem de 88 pontos base). O sucesso da emissão refletiu o forte interesse demonstrado por uma base ampla de mais de 150 investidores institucionais, tendo o livro de ordens atingido um pico de procura superior a 6x o montante emitido. A Moody’s atribuiu o rating investment grade de “Baa2” a esta emissão.

  • De acordo com Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola:

    “Em 2025, num contexto marcado pela persistente redução das taxas de juro e pela elevada incerteza macroeconómica, decorrente das tensões geopolíticas e do agravamento das tarifas alfandegárias, o Grupo CA reafirmou a solidez do seu modelo de negócio, alcançando 289 milhões de euros de resultado líquido e uma rendibilidade dos capitais próprios de 9,7%.

    O Grupo CA consolidou a sua posição de mercado, reforçando as quotas de mercado no crédito e nos depósitos para 6,1% e 8,3%, respetivamente, apoiados numa estratégia de proximidade e na confiança demonstrada pelos Clientes e Associados.

    A robustez financeira permanece uma característica do Grupo, evidenciada pelos rácios de solvabilidade de 23,0% e por indicadores de liquidez e alavancagem amplamente enquadrados com os requisitos prudenciais, assegurando uma margem de conforto significativa face às exigências regulamentares.

    O reconhecimento externo deste desempenho, da posição de capital e da qualidade dos ativos do Grupo foi igualmente reforçado, designadamente através da melhoria das notações de rating da Moody’s, bem como pela classificação ESG atribuída pela Sustainable Fitch, que refletem o empenho, a competência e a dedicação de todas as equipas do Grupo Crédito Agrícola.

    Face às recentes tempestades, o Grupo Crédito Agrícola investiu em assegurar a disponibilidade operacional dos seus meios, disponibilizou medidas excecionais de apoio (incluindo soluções de flexibilização e linhas de crédito dedicadas) e reforçou os seus meios de atendimento e de peritagem, com equipas no terreno e canais dedicados, de forma a acelerar a regularização de sinistros e a minimizar o impacto desta situação na vida das pessoas e na atividade das empresas, reforçando o compromisso com a recuperação económica e social das comunidades atingidas e com a coesão territorial.”


 

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