App Crédito Agrícola
Para Mim
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Em resultado da parceria formalizada em janeiro, o Crédito Agrícola é o Banco Oficial da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). O contrato de patrocínio, válido por um período de três anos (2026-2028), faz agora correr, lado a lado, duas instituições que, sendo centenárias, em muito se identificam no seu compromisso com as novas gerações. Duas culturas com vários traços de afinidade, movidas pela vontade de superar desafios e estabelecer novas metas nesta grande prova de obstáculos que é o futuro. “Uma corrida de fundo”, considera o presidente da FPA, ele que fez carreira e se notabilizou, justamente, como fundista de eleição.
O compromisso do Crédito Agrícola com o desporto enquanto instrumento fundamental para a promoção da saúde, da inclusão social e do desenvolvimento das comunidades, assenta num quadro de valores em que se destacam a perseverança, a excelência, a solidariedade, a igualdade de oportunidades e o espírito de equipa. É caso para dizer que esta parceria, mais cedo ou mais tarde, tinha mesmo de acontecer?
Sabemos que o Crédito Agrícola está a comemorar, em 2026, os seus 115 anos, enquanto nós, FPA, estamos a celebrar os nossos 105 anos. Diria mesmo que esta parceria é o casamento perfeito, ao aproximar dois parceiros com história e compromisso. No nosso caso, o compromisso é com o desporto escolar, com o desporto adaptado – numa lógica cada vez mais atenta ao desporto inclusivo – e com o desporto de alto rendimento. Considerando a partilha de valores comuns às duas instituições, é, de facto, uma honra ter um patrocinador como o Crédito Agrícola.
Praticamente um ano e meio depois da sua eleição como presidente da FPA, foram superados mais de 80 recordes nacionais e conquistadas cerca de 100 medalhas em campeonatos mundiais e europeus. Que leitura faz deste conjunto de registos e quais as suas expectativas até ao final do mandato, incluindo a participação portuguesa em Los Angeles 2028?
Nestes quinze meses que levamos de trabalho, os resultados desportivos têm sido objetivamente um sucesso. Sublinho as 11 medalhas em disciplinas olímpicas, as 56 medalhas no desporto adaptado e os mais de 80 recordes nacionais alcançados. Estes resultados são, no seu todo, um feito inédito na história da FPA. Felizmente que, hoje, trabalhamos em equipa. Uma equipa de que faz parte, desde janeiro, o Crédito Agrícola. Por isso eu digo que o sucesso desta Federação é o sucesso do Crédito Agrícola. Juntos, temos um foco: Jogos Olímpicos de Los Angeles. Estamos a trabalhar arduamente em equipa, cada dia mais fortes, o que me faz crer que os nossos resultados olímpicos vão ser, também eles, de excelência.
Até lá, o que podemos esperar relativamente aos projetos-âncora anunciados no vosso plano estratégico e que prometem abrir novos horizontes ao desenvolvimento da modalidade?
Até ao final do nosso mandato, temos uma meta a atingir: ter, no mínimo, três arenas de pista coberta, que hoje tem a designação de pista curta; a Casa das Seleções, na Marinha Grande, que vai ser o verdadeiro ex-libris da FPA, onde os nossos atletas vão estagiar ao mais alto nível. São, todos eles, projetos fundamentais para o desenvolvimento da modalidade, não só no alto rendimento, mas também na formação, que é a base de todas as conquistas. Quando tudo isto se concretizar, estará cumprida a nossa missão neste primeiro mandato. É por isso que eu não me canso de dizer que quero o melhor para os nossos atletas. Não é por acaso que eu corro o País inteiro – só nos primeiros seis meses como presidente da FPA, percorri 40.000 quilómetros de carro e reuni com 68 presidentes de Câmara. Todos os dias, estou na estrada à procura de melhores soluções e melhores condições para os nossos atletas. Esta é a minha missão.
Costuma referir-se a Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Fernando Mamede, como “o máximo da nossa modalidade”, quatro figuras maiores numa vasta galeria de campeões onde, por direito próprio, acrescentamos nós, também lá está o Domingos Castro.
Se estou no desporto, devo ao Carlos Lopes, o meu ídolo de sempre. Seria uma ingratidão o presidente da Federação não falar constantemente destas referências do atletismo. Devo fazê-lo porque, na verdade, a maioria dos jovens não sabe quem foram estes grandes heróis da nossa modalidade a nível mundial.
Com quase 30.000 atletas federados, 700 clubes e 22 associações regionais e distritais distribuídas por todo o País, a FPA é a maior federação nacional em número de praticantes. Vê esta sua missão mais como prova de barreiras ou corrida de fundo?
Certamente como uma corrida de fundo; não foi por acaso que eu fui fundista… [demorado sorriso] Dito isto, acredito que no final do meu mandato, superados os diferentes desafios que, naturalmente, sempre surgem num caminho de longa distância, a minha missão estará cumprida.
Por falar em futuro, e voltando a espreitar o tema pelo ângulo positivo, o que vê perfilar-se num horizonte próximo?
Uma nota prévia só para dizer que gosto muito daquela frase “previsões só no fim do jogo”… [risos] Seja como for, creio que a IA vai continuar a ter um impacto muito grande na ciência e, por essa via, a ser útil em várias frentes, nomeadamente no combate às alterações climáticas e na aposta bem-sucedida em economias mais sustentáveis. Hoje em dia, inclusive, a IA já é utilizada no desenvolvimento de diferentes materiais, na optimização de processos industriais, na agricultura de precisão, enfim, isso já está a acontecer em muitas áreas. Acredito, finalmente, que a IA permitirá à economia tornar-se muito mais eficiente do ponto de vista ambiental, o que beneficiará o futuro do Planeta.
Considerando a partilha de valores comuns às duas instituições, é, de facto, uma honra ter um patrocinador como o Crédito Agrícola.
O sucesso desta Federação é o sucesso do Crédito Agrícola. Juntos, temos um foco: Jogos Olímpicos de Los Angeles. Estamos a trabalhar arduamente em equipa, cada dia mais fortes, o que me faz crer que os nossos resultados olímpicos vão ser, também eles, de excelência.