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O futuro sustentável pede ideias frutuosas. Imagine um ‘café’ de grãos alternativos, fruto de leguminosas. Para já, tremoço doce; dentro em breve, grão-de-bico e feijão. Desenvolvido em Santarém pela engenheira agrónoma e investigadora Anabela Pedro Seabra, o projeto Kófi nasceu em 2025 e, desde logo, foi revelador de todo o seu potencial. A conquista do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola fala por si.
O interesse pelas leguminosas e a vontade de explorar o seu potencial como alternativa ao café tradicional, naturalmente isenta de cafeína, estão na origem desta ideia bem-sucedida. “A motivação foi criar uma solução ainda inexistente no mercado nacional, mais sustentável e diferenciadora, de que resultou a primeira marca portuguesa de ‘café’ de tremoço Kófi”, explica Anabela Pedro Seabra.
Além de responder à crescente procura por opções mais saudáveis, “valoriza ingredientes tradicionalmente subaproveitados”, faz notar a investigadora. No capítulo da inovação, o projeto destaca-se pela criação de blends à base de leguminosas, proporcionando “uma experiência sensorial que reinventa o ritual do café, de acordo com métodos de extração semelhantes aos do café tradicional”.
Da saqueta de bolso...
O projeto Kófi vive uma dinâmica imparável. Em pouco mais de um ano, foram alcançadas várias metas relevantes, desde o registo da marca a nível nacional até ao início da comercialização através da loja online. Entretanto, a validação de mercado é um processo que corre lado a lado com o crescimento da visibilidade e notoriedade. Nesse sentido, perfila-se desde já a presença, em junho, na Feira Nacional de Agricultura, onde será lançado o Kófi de Bolso, uma versão em saqueta prática e portátil, pensada para consumo on-the-go.
Ao antecipar os próximos passos, Anabela Pedro Seabra revela que “o foco incide no reforço da visibilidade da marca e na captação de parceiros estratégicos a três níveis (produção, torrefação e distribuição), numa lógica de aumento de escala”.
....ao Kófi Lab e Degustação Sensorial
O propósito de aprofundar a experiência do consumidor, promover a experimentação do produto e consolidar o posicionamento inovador da marca passa, paralelamente, pelo desenvolvimento do Kófi Lab e do Roteiro de Degustação Sensorial, com novidades a revelar dentro em breve.
“Do ponto de vista do impacto positivo, as expectativas são bastante encorajadoras, sobretudo junto de um público cada vez mais consciente e atento a escolhas alimentares sustentáveis”, avança a investigadora, sublinhando os argumentos de Kófi enquanto marca alternativa alinhada com os valores dos consumidores com preocupações ‘bio’, que privilegiam, cada vez mais, ingredientes de origem vegetal.
O melhor acolhimento por parte deste universo de consumidores é esperado, desde logo, em razão da ausência de cafeína, mas também pela valorização de matérias-primas como as leguminosas. Ao mesmo tempo, o projeto tem potencial para conquistar consumidores curiosos e abertos à experimentação, contribuindo para a diversificação de hábitos de consumo e para uma relação mais consciente com o que consumimos diariamente.
Dadas as oportunidades que se abrem tanto em Portugal como em Espanha a um projeto com estes argumentos tão bem vincados, acresce a ambição de afirmar o Kófi como referência no mercado ibérico.
Incentivo importante
O reconhecimento pelo Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola* “tem um significado muito especial, enquanto validação do potencial do projeto”, frisa Anabela Pedro Seabra. “Sendo uma iniciativa ainda em fase de crescimento, este prémio reforça a credibilidade da marca e aumenta a sua visibilidade junto do mercado e de potenciais parceiros. Além disso, representa um importante incentivo para continuarmos a desenvolver soluções diferenciadoras e sustentáveis, alinhadas com a valorização de recursos endógenos, como as leguminosas, e com a promoção de novos hábitos de consumo mais conscientes”.
Se o futuro adora boas ideias, façamos um Kófi break.
*Projeto de Elevado Potencial, promovido por Associado do Crédito Agrícola