Resultados relativos ao semestre findo em 30 de junho de 2026 (não auditados)
PRINCIPAIS DESTAQUES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026
15 de Setembro de 2026
- O resultado líquido consolidado cifrou-se em 168,5 milhões de euros no 1S26, representando uma redução homóloga de 3,8 milhões de euros (-2,2%) reflexo sobretudo de uma redução na margem financeira em 5,1 milhões de euros (-1,5% face ao 1S25), dos resultados de contratos de seguros (-6,1 milhões de euros, ou -11,0%) e de um aumento de 20,1 milhões de euros nos custos operacionais (+8,5%), parcialmente compensados pelo crescimento das comissões líquidas (+6,1 milhões de euros, ou +7,8%) e dos resultados de operações financeiras em 10,7 milhões de euros (+90,2%). A rentabilidade de capitais próprios (ROE) situou-se em 10,5%.
- Os depósitos de clientes ascenderam a 24.329 milhões de euros no final de junho de 2026, o que compara com 23.820 milhões de euros em dezembro de 2025 (+2,1%), com a quota de mercado do Crédito Agrícola a manter-se em 8,2% em junho de 2026.
- Na carteira de crédito a clientes (bruto) registou-se um crescimento de 765,7 milhões de euros face a dezembro de 2025 (+5,6%), atingindo 14.512 milhões de euros. Este desempenho superou a taxa de crescimento do mercado como um todo. A quota de mercado do Crédito Agrícola cresceu marginalmente para 6,11% com referência a junho de 2026.
- O rácio bruto de Non Performing Loans (NPL) situou-se em 3,6% em junho de 2026, ligeiramente inferior ao final de 2025 (-0,1 p.p.), mas representando um decréscimo de 0,7 p.p. em relação a junho de 2025 (4,3%). Deduzindo as imparidades para NPL, o rácio líquido situa-se em 1,9% no final de junho de 2026.
- Com referência a 30 de junho de 2026, em cumprimento das regras CRD IV/CRR3, os rácios do Grupo Crédito Agrícola CET1 e Fundos Próprios Totais ascenderam a 24,9%1, o rácio de alavancagem ascendeu a 10,0%1, o rácio de cobertura de liquidez (LCR) atingiu 363,2% e o rácio de financiamento estável (NSFR) fixou-se em 174,0%, todos confortavelmente acima dos níveis mínimos regulamentares e das orientações de supervisão aplicáveis.
- Com referência a 30 de junho de 2026, o nível de fundos próprios de 2.999 milhões de euros1 e a dívida sénior emitida de 800 milhões de euros permitem ao Grupo atingir um rácio MREL TREA + CBR2 de 31,48%, superando o requisito mínimo em vigor desde setembro de 2025 de 25,99% (incluindo a reserva contracíclica de fundos próprios, desde 1 de janeiro de 2026, de 0,75%) com uma folga de 549 pontos base.
- Em junho de 2026, a Moody’s reafirmou os ratings da Caixa Central, mantendo assim o Baseline Credit Assessment (BCA) em “baa1” e a dívida sénior unsecured em “Baa2”, níveis de “investment grade”. A Moody’s destacou a melhoria dos indicadores de qualidade do ativo do Grupo, a sua capitalização muito robusta, a granularidade da sua base de depósitos de retalho, bem como a estabilidade e a solidez da sua posição de liquidez.
- O Crédito Agrícola voltou a destacar-se entre as instituições financeiras com menor nível de reclamações, registando rácios consistentemente inferiores à média do setor, quer na sua atividade bancária, quer seguradora. De acordo com os relatórios de supervisão relativos a 2025 e divulgados em 2026, o Crédito Agrícola apresentou o melhor desempenho do setor nos depósitos à ordem e no crédito à habitação. No mesmo período, a CA Seguros e a CA Vida registaram igualmente dos mais baixos rácios de reclamações do mercado nos ramos Automóvel e Vida, respetivamente, reforçando a qualidade do serviço prestado e a confiança dos Clientes.
1 Incluindo o resultado líquido acumulado a jun.2026 no perímetro de consolidação prudencial de 164,3 milhões de euros.
2 MREL: Minimum requirement for own funds and eligible liabilities
TREA: Total risk exposure amount
CBR: Combined buffer requirements
De acordo com Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola:
“Os resultados do primeiro semestre de 2026 demonstram a capacidade do Grupo Crédito Agrícola para continuar a gerar valor de forma sustentável, num contexto marcado por desafios económicos e geopolíticos relevantes. O resultado líquido consolidado de 168,5 milhões de euros, aliado a uma rentabilidade robusta e a uma evolução favorável dos principais indicadores comerciais, confirma a resiliência do nosso modelo de negócio e a confiança que os Clientes depositam diariamente no Crédito Agrícola.
O crescimento do crédito concedido e dos depósitos de Clientes reflete a proximidade e a capacidade de resposta das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo às necessidades das famílias, empresas e instituições em todo o território nacional. Esta proximidade traduz-se também na qualidade do serviço prestado, reconhecida pelos relatórios mais recentes do Banco de Portugal e da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, que colocam o Crédito Agrícola entre as instituições com os menores rácios de reclamações nos setores bancário e segurador.
Mantivemos igualmente uma trajetória consistente de reforço da qualidade dos nossos ativos e dos níveis de cobertura, preservando uma gestão prudente do risco e um balanço sólido. Paralelamente, continuamos a apresentar indicadores de liquidez e de financiamento amplamente acima dos requisitos regulamentares, constituindo uma base robusta para apoiar os nossos Clientes e, dessa forma, concretizar as prioridades estratégicas do nosso Grupo.
Com um rácio CET1 de 24,9%, a posição de capital do Crédito Agrícola evidencia a sua reconhecida solidez financeira e a capacidade para enfrentar contextos adversos, apoiar o crescimento da economia e continuar a investir no futuro, sem abdicar dos princípios de prudência e sustentabilidade que orientam a nossa atuação.
Estes resultados são, acima de tudo, o reflexo do compromisso das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, dos órgãos de gestão e da dedicação diária dos mais de 4.480 colaboradores do Grupo. A todos dirijo o meu sincero agradecimento. Continuaremos a trabalhar com o mesmo sentido de responsabilidade, proximidade e confiança, fortalecendo o papel do Crédito Agrícola como um parceiro de referência das famílias, das empresas e do desenvolvimento sustentável das regiões e comunidades em Portugal.”
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